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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quero apresentar a vocês Watson!

 A IBM que já havia lançado o Deep Blue que desafiou e venceu os melhores xadrezistas do mundo e lançou agora o Watson que desafiou e venceu os humanos em competições de conhecimentos. Sabe aqueles programas de perguntas e respostas norte-americanos? Então, deste tipo mesmo, um programa chamado de Jeopardy!
O nome Watson, é devido a uma homenagem ao fundador da IBM, Thomas Watson, e o principal desafio é fazer o que até então era um atributo exclusivo do homem: entender linguagem natural que usamos para nos comunicar.
 A máquina consiste num aparelho do tamanho de dez refrigeradores colocados lado a lado, onde há 2.800 núcleos de processamento, 16 terabytes de memória RAM e 90 servidores. Todo este hardware faz a máquina investigar o equivalente a 200 milhões (perto de 1 milhão de livros) de páginas de dados por 3 segundos. No jogo o computador, não conectado a internet, acertou 75% das perguntas, contra 40 % dos seus oponentes humanos.
 Ele tem um sistema especial de leitura onde analisa palavra por palavra da frase, usa algoritmos semelhantes a de dicionários e depois verifica o sistema de dados para obter a resposta.
Depois de vencer o programa na TV, Watson foi trabalhar como assistente em um hospital. Ele é usado em testes em faculdades de medicina como em Maryland e Columbia, EUA. Ele pega casos misteriosos e apresenta aos professores responsáveis uma lista de diagnósticos em ordem de probabilidade das doenças.

O Especulador do Futuro

 “Você é acordado por um barulho vindo das paredes do quarto, que acendem do chão ao topo, como imensos televisores . Nelas, um rosto feminino avisa de uma reunião de emergência no trabalho e o apressa a ir até o banheiro. Enquanto lava o rosto, centenas de sensores microscópicos espalhados pela pia analisam moléculas de seu hálito e fluidos corporais para checar sinais de doença. Células relacionadas a qualquer tipo de tumor expelidas pelo seu corpo acionariam um alarme.
 Outros sensores, acoplados a sua cabeça, lêem freqüência cerebral e fazem com que a força do pensamento seja o suficiente para mudar a temperatura do quarto, fazer tocar sua música favorita e mandar um robô preparar o café da manhã. Com os mesmos sinais cerebrais, você faz o computador central da casa tirar moveis de seu caminho até a cozinha, por meio de poderosos imãs. Após a refeição, suas lentes de contato se conectam à internet num piscar de olhos e projetam as principais notícias do dia em suas retinas. Ao término de arrumar, um comando mental faz com que o carro o espere em frente a porta. Ele não tem rodas e flutua levemente, por conta do pavimento supercondutor magnético. Você ainda tira uma pestana enquanto o automóvel sozinho escolhendo o melhor caminho entre o trânsito e o escritório.
 Isto não é um roteiro de filme de ficção científica, mas um resumo das tecnologias que farão parte de nosso cotidiano até 2100, de acordo com um dos mais proeminentes físicos da atualidade. Fazem parte do livro Physics of the Future (Física do Futuro, sem edição no Brasil), lançado em março por Michio Kaku, um dos pais da teoria de cordas (que tenta unificar as explicações físicas sobre o universo). Graduado com as maiores condecorações de Harvard e com Ph.D. em Princeton, o americano de origem nipônica Kaku, 64 anos, é um cientista pop, digamos, com três best-sellers publicados e uma série de participações em documentários, além de figura fácil no rádio e na televisão.”
Revista Galileu 238 – maio 2011